Fenatib é atração para crianças e adultos

Jorge Etecheber / Divulgação

Jorge Etecheber / Divulgação

O Instituto de Artes Integradas (Inarti) e a Fundação Cultural de Blumenau promovem, de 4 a 12 de novembro, o 20º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (Fenatib). Para esta edição foram selecionadas oito peças produzidas por companhias com sedes nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, além de 10 grupos suplentes. As atrações serão apresentadas no Teatro Carlos Gomes, escolas e palcos alternativos nos espaços públicos da cidade. Os ingressos são limitados, e devem ser retirados 30 minutos antes de cada seção. A entrada é franca.

O evento tem a finalidade de difundir o teatro nacional, promover intercâmbio entre artistas e o público, levar espetáculos às escolas, praças e salas de teatro. O festival atinge cerca de 10 mil crianças a cada edição, além de contribuir para a formação de plateia e o gosto pelo teatro. Paralelamente, são promovidos debates sobre os espetáculos apresentados, palestras e oficinas.

O festival é uma mostra não competitiva, aberta à participação de grupos teatrais de todo o Brasil e da América do Sul, amadores ou profissionais, que são selecionados por uma comissão indicada pela organização do evento. O evento compreenderá as seguintes atividades: apresentações dos espetáculos selecionados, debates, oficinas de teatro, palestras e apresentações em espaços alternativos: Espaço Elfy Eggert (FCBlu), praças, escolas e clubes de serviços.

 

Saiba mais

Zé Paiva / Divulgação

Zé Paiva / Divulgação

20º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (Fenatib)

Período: 4 a 12 de novembro

Entrada Gratuita

Ingressos: limitados – retirada 30 minutos antes do início de cada espetáculo na secretaria do evento

 

Programação

 

4 de novembro, sexta-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30n

Espetáculo: A Revolução na cozinha

Grupo: Teatro de La Plaza – São Paulo (SP)

Autor: Héctor López Girondo e Julho Pompeo

Direção: Héctor López Girondo e Julho Pompeo

Faixa etária: A partir de 3 anos

Duração do espetáculo: 50 minutos

Sinopse: Um atrapalhado Chef de restaurante, depois de arrumar sua cozinha, resolve tirar um cochilo. Enquanto ele dorme, os objetos da cozinha, utensílios e alimentos, começam aos poucos a ganhar vida, falando e se mexendo. Ao despertar de sua soneca, o cozinheiro se envolverá numa aventura fantástica, onde sonho e realidade se confundem. A vassoura, a lixeira, o relógio-cuco, os legumes que cozinham na panela, o frango e o peixe que acabaram de sair da geladeira têm vontade própria e vão provocar uma… Revolução na Cozinha…

 

5 de novembro, sábado

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 10h, 15h30 e 19h30

Espetáculo: A Farra do Boi Bumbá

Grupo: Os Ciclomáticos Cia. de Teatro – Rio de Janeiro (RJ)

Autor: Ribamar Ribeiro

Direção: Ribamar Ribeiro

Faixa etária: A partir de 6 anos

Duração do espetáculo: 50 minutos

Sinopse: A história se desenvolve em torno de um rico fazendeiro que tem um boi muito bonito. Esse boi, que inclusive sabe dançar, é roubado por Pai Chico, trabalhador da fazenda, para satisfazer a sua mulher Catirina, que está grávida e sente desejo de comer a língua do boi. O fazendeiro manda diversos personagens populares procurarem o boi. Quando o encontram, ele está doente, e pajés são chamados para curá-lo. Depois de muitas tentativas, o boi finalmente é curado, e o fazendeiro, ao saber do motivo do roubo, perdoa Pai Chico e Catirina, encerrando a representação com uma grande festa. E além da história do boi, a trama também traz pequenos contos do folclorista Câmara Cascudo. Com autoria e direção de Ribamar Ribeiro.

 

6 de novembro, domingo

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 15h30 e 19h30

Espetáculo: Um Encanto em Nagalândia

Grupo: Entreaberta Companhia Teatral – Floriánópolis (SC)

Autor: Jucca Rodrigues

Direção: Fabiana Lazzari e Tuany Fagundes

Faixa etária: A partir de 4 anos

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse:A história do espetáculo é contada com a ajuda de Rakshasa, um deus levado e trapalhão que mora no reino das sombras de Nagalândia. No reino de Nagalândia todo mundo acredita que tudo que existe no mundo fala. E onde todo mundo fala – já viu né? Ninguém escuta. Conta uma linda história de amor e amizade entre uma princesa que não queria se casar e uma árvore mágica que nunca ouvia ninguém. O que mais Rakshasa com sua magia e astúcia tem a nos revelar?

 

7 de novembro, segunda-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30

Espetáculo: Sonhatório

Grupo: Cia. Trucks – São Paulo (SP)

Autor: Henrique Sitchin

Direção: Henrique Sitchin

Faixa etária: A partir de 4 anos

Duração do espetáculo: 50 minutos

Sinopse: É hora do almoço no Sanatório Boa Cabeça. Sentam-se à mesa três supostos loucos, para a refeição. Porém, não há ali nada para comer ou beber.  Sedentos e famintos, os amigos partem para uma deliciosa viagem imaginária, em busca de comida, que os levará para áridos desertos, para o fundo do mar e para longínquos planetas. Incríveis personagens feitos de guardanapos, bacias, copos, garrafas pet, sacolas plásticas, talheres e pratos os acompanharão por saborosas aventuras. Nossos amigos oferecem ao público um dos melhores remédios para tudo: a possibilidade da construção de uma vida mais saudável, feita da sincera amizade, e de muito bom humor. Eles transformam o que seria um sanatório em um… Sonhatório!

 

8 de novembro, terça-feira

Ginásio/Auditório da APAE

Horários: 9h e 15h

 

9 de novembro, quarta-feira

Sociedade Serrinha

Horário:15h

Espetáculo: Meu pai é um homem pássaro

Grupo: Cia. Experimentus – Itajaí (SC)

Autor: David Almond

Direção: Daniel Olivetto

Faixa etária: 6 anos

Duração do espetáculo: 60 minutos

Sinopse: Jack é um homem que, após a perda da esposa, vive sob os atenciosos cuidados da filha Lizzie. Apaixonado pelos pássaros e tomado pelo desejo de voar, Jack se vê diante da chance de lançar-se no ar quando é anunciado que a cidade receberá “A Grande Competição do Pássaro Humano”. O sonho do “avoado” pai passa a ser também um desejo da filha e, assim, novos laços começam a ser estabelecidos entre os dois, um homem pássaro e uma menina pássaro.

 

 

 

8 de novembro, terça-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30

Espetáculo: Iara – O encanto das águas

Grupo: Cia. Lumiato Teatro de Formas Animadas – Brasília (DF)

Autor:Thiago Bresani

Direção: Alexandre Fávero

Faixa etária: A partir de 6 anos

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse: Um Índio da aldeia sonha com uma mulher sobrenatural. Ao acordar, procura o sábio Pajé para tentar entender quais são os mistérios dessa mulher, descobrindo assim a história da Iara. No encantamento da sereia brasileira, o protagonista mergulha com ela nas profundezas do seu próprio destino. Inspirado na lenda da Iara e utilizando a linguagem do teatro de sombras contemporâneo, o espetáculo busca sensibilizar o público infanto-juvenil sobre os saberes da tradição oral dos povos originários do Brasil.

 

8 de novembro, terça-feira

Casa Lar São Simeão

Horários: 15h

Espetáculo: Uma história em par

Grupo: Grupo Sinos – Blumenau (SC)

Autor: Hugo Carvalho e Chell Sant’Ana

Direção: Hugo Carvalho

Faixa etária: 5 a 7 anos

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse: Francisca Ceroulas e Eunice Laquê são duas senhoras de idade, contadoras de história, antigas amigas e rivais. As duas são convidadas para contar a mesma história, no mesmo local e horário, por algum erro da produção do evento, que deveria ter chamado apenas uma delas. Uma não contava com a presença da outra e apesar da amizade, as duas são concorrentes e estavam preparadas para contar a história individualmente. Dentro dessa grande confusão, as duas parecem não ter outra escolha a não ser dividir a atenção das crianças por um bem maior. Assim, essas velhinhas divertidas e engraçadas precisarão compreender suas diferenças e contar juntas A história do Sol e da chuva. Juntando elementos poéticos e musicais, as duas amigas aos poucos começam a resgatar os valores de uma verdadeira amizade e a importância do perdão.

 

 

9 de novembro, quarta-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30

Espetáculo: Sakurá

Grupo: Cia. Crias da Casa – Rio de Janeiro (RJ)

Autor: Gabriel Naegele

Direção: Gabriel Naegele

Faixa etária: A partir de 6 anos

Duração do espetáculo: 55 minutos

Sinopse: Já é março em um pequeno vilarejo no Japão e as últimas folhas das cerejeiras já são levadas pelo vento. Todos se preparam para os festejos do Hanami, que nada mais é do que contemplar o florescer das cerejeiras, o desabrochar do Sakurá. In é um jovem que anseia se tornar um grande Samurai, mas para isso terá que cumprir sua grande missão e enfrentar seu maior inimigo. Yo é uma jovem que desde muito pequena foi prometida às tradições e, portanto, deve se tornar uma Gueixa. No entanto, ela não deseja seguir a tradição imposta. Para encontrar seus destinos, eles terão que aprisionar o mal dentro si e somente assim enfrentar a grande maldição que diz: “aquele que alcançar o Monte Fuji sem possuir um coração puro, estando cheio de sentimentos obscuros, ficará preso para sempre”. Dois destinos cheios de aventuras, batalhas e desafios que se cumprirão quando cair a última flor de cerejeira, o ultimo Sakurá.

 

9 de novembro, quarta-feira

Caic Arão Rebello /E. B. M. Conselheiro Mafra

Horários: 14h

Espetáculo: Isso não é brincadeira

Grupo: Detalhe Teatro – Blumenau (SC)

Autor: Roberto Morauer e Jean Massanero

Direção: Roberto Morauer

Faixa etária: 6 a 11 anos

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse: “Isso não é brincadeira”, retrata histórias vivenciadas por crianças que brincam no pátio, uma garotinha sozinha esperando ônibus, um menino que adora contar histórias e uma menina que está sob os cuidados do tio. O espetáculo busca mostrar às crianças a necessidade de falar com alguém de confiança quando lhes acontece algo que não entendem muito bem.

 

10 de novembro, quinta-feira

E.B.M. Vidal Ramos

Horários: 8h15

Espetáculo: O Amigo da Onça

Grupo: Teatro de Bonecos Pois é… Então tá! – Blumenau (SC)

Autor: Pedro Dias

Direção: Pedro Boneco

Faixa etária: Livre

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse: Espetáculo que já viajou pela América Latina e Europa, conta de maneira lírica e poética sem o uso da palavra uma história sobre a importância da preservação do ambiente.

 

10 de novembro, quinta-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 10h, 15h30 e 19h30

Espetáculo: A ver estrelas

Grupo: Companhia Azul Celeste – Blumenau (SC)

Autor: João Falcão

Direção: Jorge Vermelho

Faixa etária: A partir de 6 anos

Duração do espetáculo: 55 minutos

Sinopse: “A ver estrelas” relata a história de Jonas, um rapaz quieto e pacato que vive na tranquila Vila da Solidão. Num determinado momento que está só em seu quarto, ele se perde em seus pensamentos observando as estrelas. Num misto de sonho e realidade, Jonas se vê cercado pelos seres encantados que moram em sua imaginação. Sem perceber, vai parar num lugar onde tudo pode acontecer, o País do Navegar. Essa trajetória mostra a Jonas a oportunidade de sair de sua monotonia – o Reino a Ver Estrelas – e se permitir descobrir como aproveitar melhor os seus dias, experimentando os conflitos que são estranhos ao seu universo.

 

11 de novembro, sexta-feira

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30

Espetáculo: Maia – a lenda da menina água

Grupo: Trupe do Experimento – Rio de Janeiro (RJ)

Autor: Marco dos Anjos

Direção: Marco dos Anjos

Faixa etária: A partir de 6 anos

Duração do espetáculo: 50 minutos

Sinopse: Com dramaturgia autoral, o espetáculo apresenta Maia, uma menina de uma família ribeirinha, que tem por sustento a pesca. O rio que beira sua casa não tem mais peixes por causa da poluição. Seu pai tem que se afastar cada vez mais para garantir o alimento da família. Em uma noite de lua cheia, o rio seca de forma abrupta. Maia, achando ver a imagem do pai no meio do rio seco, corre em sua direção e, quando se dá conta, está longe de casa e no meio de uma aventura, junto a personagens do Folclore Nacional, para trazer as águas do rio de volta. A concepção cenográfica apresenta a casa da família Ribeirinha, às margens do rio, e seguirá a protagonista em sua aventura pelo rio seco.  Pela primeira vez, a Trupe faz uso de máscaras e manipulação de objetos em cena. As músicas, criadas exclusivamente para o espetáculo e executadas ao vivo pelo elenco, têm por fonte de pesquisa os ritmos do folclore Paraense.

 

11 de novembro, sexta-feira

Escola de Educação Básica Júlia Lopes de Almeida

Horários: 15h

Espetáculo: Gira Junto, um espetáculo pra brincar!

Grupo: Grupo de Teatro da Casa – Blumenau (SC)

Autor: Natália Curioletti

Direção: Natália Curioletti

Faixa etária: A partir de 2 anos

Duração do espetáculo: 40 minutos

Sinopse: É um convite a contar, rodar e cantar essas cantigas que fazem parte da identidade do nosso povo, num resgate folclórico com o gosto (quase perdido) das brincadeiras populares. É um espetáculo para crianças, mas os adultos também podem brincar!

 

 

Dia 12 de novembro, sábado

Auditório Willy Sievert – Teatro Carlos Gomes

Horários: 9h, 15h e 19h30

Espetáculo: Arroz e Feijão em: Colapso no Sistema

Grupo: Grupo de Teatro Cirquinho do Revirado – Criciúma (SC)

Autor: Adriano Medeiros e Luan Marques Joaquim

Direção: Reveraldo Joaquim e Yonara Marques

Faixa etária: A partir de 5 anos

Duração do espetáculo: 45 minutos

Sinopse: Chovia. Dóroty voltava para sua casa após um longo dia de trabalho. Ela já devia ter ouvido falar dos ataques que estavam ocorrendo na cidade, mas não se preocupava, pois aquela realidade lhe parecia muito distante. Era só dobrar a esquina e ela estaria a poucos metros de casa. Talvez ela tenha tido uma sensação estranha. Talvez não. Talvez ela tenha começado a ouvir o eco dos próprios passos. Ela deve ter olhado para trás, mas não distinguiu nada em meio ao breu do anoitecer. Por instinto, seus pés devem ter começado a tornar o ritmo da caminhada mais frenético, fugindo de algo até então desconhecido. Talvez, por uma curiosidade incontrolável, seu pescoço tenha girado bem a tempo de ver aquilo que se escondia nas sombras. O seu corpo deve ter gelado. Ela possivelmente tentou correr, mas suas pernas fracas de medo tropeçaram em si mesmas levando-a ao chão, de onde nunca mais se levantou. É provável que no instante em que caiu ela tenha tido tempo apenas de olhar para cima e vislumbrar a silhueta daquele demônio que lhe tiraria a dádiva da existência.  Assim começa a saga dos detetives Arroz e Feijão em busca do Assassino da Língua Ácida, em busca de justiça e do equilíbrio no universo dentro de mim.

 

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello