21º Fenatib

 

21º Fenatib cria expectativa entre grupos  participantes

O 21º Festival de Teatro Infantil de Blumenau, que acontece entre os dias 13 e 20 de abril no Teatro Carlos Gomes, já é motivo de ansiedade entre os grupos participantes e os potenciais espectadores deste evento, considerado um dos maiores do Brasil neste gênero, e organizado pelo Inarti – Instituto de Artes Integradas de Blumenau –, dirigido pela professora Maria Teresinha Heimann, e parceria com a Fundação Cultural de Blumenau.

De acordo com Simão Cunha, diretor do Grupo Mororó, da Paraíba, “as atuais condições financeiras e estruturais dos grupos de teatro no Brasil não são ideais, sendo assim, nem sempre conseguimos ficar muitos dias nos festivais de teatro para poder, de fato, interagir com outros grupos. Mas tentamos, sim, aproveitar ao máximo os breves encontros e trocar experiências e contatos. Seria mais interessante se os grupos e os festivais tivessem suporte para proporcionar encontros mais efetivos entre os artistas”. Continuando, ele lembra que “é a primeira vez que a Cia. participa do Fenatib, sendo uma honra levar um trabalho de tão longe para o público blumenauense”.

Alvaro Assad, diretor artístico do ‘Etc e Tal’, do Rio de janeiro, afirma que “festivais e encontros nacionais são potenciais de troca. Principalmente pela possibilidade de em assistir e conhecer linguagens e estilos que não são possíveis que ocorram frequentemente pela questão geográfica, que é forte impeditivo no país. Vida longa e a todos os grupos participantes do Fenatib”, conclui.

 

De acordo com Alexandre Fávaro, do Grupo Lumbra, de Porto Alegre (RS), “a possibilidade de levarmos novamente a linguagem do teatro de sombras para esse evento depois de tantos anos reforça que estamos seguindo um caminho de progresso mesmo diante de tantas incertezas”.

 

Henrique Sitchin, um dos fundadores e atual coordenador do grupo Trucks, afirma que a participação no Fenatib “será algo muito marcante! Muito especial também. É muito importante para os artistas conhecerem as diversas materializações da arte. Em um país com dimensões continentais como é o Brasil, é riquíssimo podermos assistir aos trabalhos de cada região. Cada grupo traz sua marca, suas histórias e é fortemente marcado por suas origens. Será uma troca preciosa”. E conclui, dizendo: “Estamos ansiosos”!

 

Ana Helena Campos, diretora de produção e de espetáculo do grupo “Oriundo”, de Belo Horizonte (MG), ressalta que o grupo “adora participar de festivais…” – e completa – “…é sempre um encontro de trocas e aprendizado. Sempre é algo marcante. A troca com outros grupos motiva e faz nascer novas parcerias.”­

 

Cássio Corrêa, da “Essaé Cia.”, de Joinville (SC), explica que “a troca com outros artistas, com os espectadores e com a cidade parte da observação curiosa e se desdobra como uma das maneiras mais diretas de qualificação do indivíduo. Considero parte da remuneração do artista essas trocas. É indissociável o compartilhamento e cada vez mais fundamental aos eventos esse tempo para olhar, sentir e trocar”.

Por sua vez, Fábio Nunes Medeiros, diretor da Cia. Laica, de Curitiba (PR), concorda que a interação com demais grupos é sempre uma experiência marcante. Segundo ele, “o poder do teatro se faz na relação com o outro. Então o fenômeno teatral acontece se aquele que apresentar encontrar “o olhar” daquele que assiste, nesse sentido, ir ao teatro, especialmente quando as linguagens e gêneros dialogam conosco, por si já gera uma fomentação a prática teatral. Assim, sempre a troca de experiências e o contato com outros grupos potencializam nossa reflexão, bem como nossa prática teatral”.

Na opinião de Val Ribeiro, do Grupo Pretos’Soul, “o envolvimento das crianças com a arte em geral abre um caminho de muitas possibilidades benéficas. Possibilidades essas que tem ligação direta com a Educação. Arte é conhecimento”. Ele conclui afirmando que “a interação com grupos de diversas regiões do Brasil será algo marcante e fundamental também para o crescimento de novas possibilidades e construções do Coletivo. A troca e o diálogo sempre enaltecem o nosso trabalho”.

Fonte:Luis Sergio Bogo

jornalista e escritor

Inarti

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